ADMINISTRAÇÃO TRIBUTÁRIA: Ciclo de Seminário reúne mais de 150 pessoas em Porto Velho

Realizado no auditório da Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional RO, evento também discutiu Justiça Fiscal

Com inscrições esgotadas uma semana antes do evento, o I Ciclo de Reforma da Administração Tributária e Justiça Fiscal, que em sua quarta edição aconteceu na manhã de ontem (27) em Porto Velho, reuniu Técnicos Tributários, Auditores, profissionais das áreas de Administração, Contábeis, Direito, Economia e estudantes para o debate sobre possíveis alternativas para a implementação da Reforma Tributária e Justiça Fiscal.

IMG_5544 FaceDe acordo com o Presidente da Federação dos Sindicatos das Carreiras da Administração Tributária (Febrafisco), Marcus Vinícius Bolpato, A sonegação no Brasil já ultrapassa a barreira dos R$ 200 bilhões e os Estados precisam aprender a investir de forma mais pró-ativa, “estes são alguns dos temas que foram tratados durante esta etapa”, declarou Bolpato.

O I Ciclo é uma realização da Febrafisco com a Confederação dos Servidores Públicos do Brasil (CSPB). A edição de Porto Velho antecedida pelas etapas do Distrito Federal, Piauí e Minas Gerais, contou com o apoio do Sindicato dos Técnicos Tributários do Estado de Rondônia.

Diálogo

“Nosso desejo enquanto fomentadores das discussões é que possamos aproveitar ao máximo as ideias debatidas, pois nosso Estado precisa reavaliar o modelo de gestão e este é o principio: discutir o que realmente pode ser feito”, afirmou Joy Luiz Monteiro, Presidente do Sintec/RO.

O Conselheiro Substituto do Tribunal de Contas do Estado de Rondônia (TCE/RO), Omar Pires Dias, uma das autoridades presentes na abertura do Evento lembrou que o TCE/RO é um parceiro, voltado mais para orientar e não apenas para a aplicação de sanções. “Nós enquanto órgão fiscalizador vamos procurar fazer um trabalho cada vez melhor e o Governo deve ter também essa consciência em bem gastar”, pontuou.IMG_5548 Face

“Eu vejo este evento como de grande importância para a sociedade. O que me chamou mais a atenção foi a questão da Justiça Fiscal. No exemplo citado o imposto embutido no ICMS pago por um gari é o mesmo pago pelo governador do Estado, embora haja essa discrepância de salários, a tributação é a mesma e isso não é justo”, ressalta a servidora do quadro administrativo da Secretaria de Finanças, Terezinha de Sousa Sales.

Para a estudante do 1º período de Administração e Contábeis, Sabrina Nunes, “Estamos passando por meio de uma crise e precisamos dessa reeducação fiscal. Entender a estrutura do Fisco acredito que é um principio para este processo”.

“Queremos agradecer ainda todos os agentes envolvidos para o êxito deste evento. Ainda que seja um tema árido, devemos propor essa discussão à sociedade, pois acreditamos que é de extrema importância as discussões para o bem coletivo”, afirma o Secretário Geral do Sintec e Coordenador do Evento Edson Luis da Silva.