Luizinho Goebel pede para o Governo do Estado não criar 800 cargos

O deputado Luizinho Goebel (PV), em seu discurso na Assembleia Legislativa durante sessão ordinária, aconselhou

o Governo do Estado a retirar a mensagem que pede autorização para a criação de 800 cargos. Ele disse não se sentir à vontade para votar favorável ao governo diante a situação dos servidores estaduais.

O parlamentar explicou que não pretende travar o trabalho do governo, mas citou que o pedido de autorização para a criação dos cargos, com valores que variam entre R$ 3 mil e R$ 17 mil, chega à Assembleia em momento inoportuno.

Luizinho Goebel citou os servidores da educação, que não são valorizados e sofrem com salários baixos e ausência de um plano de carreira efetivo. O deputado lembrou, ainda, que o pedido é para que o Executivo possa contratar os 800 servidores quando tiver dinheiro para isso, o que só deve acontecer no próximo ano.

“Não é justo autorizarmos a criação de 800 cargos, com Plano de Carreira, Cargos e Remuneração (PCCR) já instituídos, quando temos em Rondônia uma situação como a de nossos professores e demais categorias”, destacou Goebel.

O deputado também disse que entende a luta de diversas categorias da sociedade, a exemplo da Polícia Militar, mas que não compreende como o Executivo pode criar um PCCR para uma categoria ainda inexistente.

“Parabenizo sempre os policiais militares, que estão lutando por melhorias, mas não entendo como podemos discutir uma categoria que ainda não existe. Meu entendimento é de que essa matéria nos foi encaminhada erroneamente e sem o conhecimento do governador”, explicou o parlamentar.

Luizinho Goebel disse que tem acompanhado na imprensa a iminente possibilidade de uma mobilização geral em todo o país, que poderá paralisar vários segmentos como a saúde, a educação e a segurança pública, o que tornaria ainda mais inoportuna a aprovação da criação de mais 800 cargos.

“Precisamos trazer à tona discussões relevantes e favoráveis aos servidores, que já estão há anos lutando por melhorias. Por isso acredito que o melhor caminho é o Governo retirar a mensagem”, afirmou Goebel.

ALE/RO – DECOM – [ Juliana Martins]
Foto: ALE/RO – DECOM – [José Hilde]